Tratamento de Aneurisma Cerebral

Teve um diagnóstico de aneurisma cerebral e está preocupado ? Iremos tranquilizá-la(o) com informações e te ajudaremos na cura deste problema. Saiba tudo sobre aneurismas cerebrais.
Curriculum

Fabricio Buchdid Cardoso

É médico com especialidades em Neurorradiologia Intervencionista e Neurologia/Neurologia Vascular. Residência médica em Neurologia pela UNICAMP e  Neurorradiologia Intervervencionista pelo Instituto ENERI.

Sobre Aneurismas Cerebrais

Um aneurisma cerebral é uma dilatação em um ponto de fragilidade na parede de uma artéria intracraniana ( dentro da cabeça ), o qual ocasiona uma expansão da parede da artéria, chamado aneurisma sacular ou aneurisma fusiforme.

Aneurisma

Figura 1. Aneurisma Sacular

Existem dois tipos de aneurismas cerebrais, os fusiformes e os saculares. A diferença entre eles é que os saculares apresentam um colo ( pescoço ) e fazendo analogia com balão de aniversário, o colo seria a parte que sopramos para enchê-lo.

No caso de aneurisma fusiforme, não observamos o colo ( pescoço ). Todo o segmento da artéria é dilatado e, por analogia, assemelhando-se ao formato semelhante de uma banana.

Aneurismas
Figura 2.
Aneurisma Sacular — Aneurisma Fusiforme
1. Corte Longitudinal — Corte Longitudinal
2. Corte Transversal — Corte Transversal

As artérias cerebrais são tubos não rígidos que transportam o oxigênio e glicose para as células cerebrais. Sua constituição é feita de células, músculo e tecido conjuntivo ( o qual dá sustentação e resistência em sua parede ). Podem haver alguns pontos da artéria em que há falha destes componentes e neste ponto há formação de uma bolha, devido a pressão sanguínea empurrar a parede frágil, para fora. Isso é semelhante à câmara de um pneu em que há um ponto frágil e observamos a dilatação deste local ao colocar pressão de ar em seu interior, formando um abaulamento como se fosse um balão de aniversário. Ao longo dos anos, o ponto arterial em que possui menos músculo e tecido colágeno, vai dilatando e crescendo, podendo vir a romper caso a parede do aneurisma não suporte mais a pressão sanguínea.

Figura 3. Ruptura aneurismática

Figura 3. Ruptura aneurismática

Os aneurismas são preocupantes porque podem potencialmente romper, levando a uma hemorragia cerebral (sangramento no cérebro). A gravidade de um aneurisma roto pode variar, mas é considerado uma emergência médica e resulta em acidente vascular cerebral hemorrágico, dano cerebral ou até morte. Aneurismas também pode estar próximos à estruturas cerebrais, como nervos cranianos. A compressão de nervos cranianos pelo crescimento dos aneurismas pode levar à queda da pálpebra, alterações na pupila ( circulo escuro no centro dos olhos ), visão dupla, alteração da movimentação dos olhos e dores na face ( rosto ).
Figura 4. Hemorragia Cerebral Subaracnóide. Seta Preta mostrando o sangue em branco, em toda superfície cerebral.
Figura 4. Hemorragia Cerebral Subaracnóide. Seta Preta mostrando o sangue em branco, em toda superfície cerebral.
Figura 5. Compressão de 3o. Nervo Craniano direito por dilatação aneurismática.
Figura 5. Compressão de 3o. Nervo Craniano direito por dilatação aneurismática.
Alguns são os fatores que somados indicam maior chance de sangramento, são eles: Gênero: As mulheres têm uma probabilidade ligeiramente maior do que os homens de desenvolver aneurismas. A maioria dos aneurismas cerebrais são pequenos e passam despercebidos, não causando sintomas e não rompendo. Eles são frequentemente descobertos acidentalmente durante imagens médicas para outras condições. No entanto, quando um aneurisma é detectado, especialmente se for grande ou com risco de ruptura, pode ser necessária intervenção médica. Os tratamentos podem incluir procedimentos cirúrgicos ou técnicas minimamente invasivas como o enrolamento, que envolve o preenchimento do aneurisma com uma bobina especial para evitar a ruptura.
  • História familiar: Um histórico familiar de aneurismas pode aumentar o risco.
  • Tabagismo: O fumo é um fator de risco significativo.
  • Pressão alta: a hipertensão pode enfraquecer as paredes das artérias.
  • Diabetes aumenta o risco.
  • Etilismo e uso de drogas aumentam o risco de sangramento.
  • Idade: O risco de sangramento é maior em pessoas mais jovens, pois tem uma expectativa de vida maior e mais tempo com a alteração aneurismática cerebral.
  • Múltiplos Aneurismas: Pacientes com mais de um aneurisma tem mais risco.
  • Tamanho do aneurisma: Aneurismas > de 5mm tem maior chance de sangrar.
  • Localização do aneurisma: Aneurismas em bifurcações tem maior risco.
  • Forma do aneurisma: Aneurismas irregulares na forma possuem maior risco
A maioria dos aneurismas cerebrais são pequenos e passam despercebidos, não causando sintomas e não rompendo. Eles são frequentemente descobertos acidentalmente durante imagens médicas para outras condições. No entanto, quando um aneurisma é detectado, especialmente se for grande ou com múltiplos fatores que aumentam o risco de ruptura, pode ser necessária intervenção médica. A embolização cerebral é um dos tratamentos para esta doença e apresenta as vantagens de não fazer cortes ou abertura do crânio. Todo procedimento é feito por dentro das artérias através de um pequeno orifício na artéria da virilha ou do braço. Com este acesso é possível chegar nas artérias cerebrais, no interior do aneurisma, e ocluído com dispositivos de alta tecnologia, obtendo o resultado desejado.
Através de um orifício em uma artéria ( artéria femoral na região da virilha e artéria radial na região do punho ), são introduzidos os cateteres e dispositivos que são dirigidos até o local onde se encontra o aneurisma. O acesso arterial é igual o da realização de angiografia cerebral. Por dentro destes cateteres são introduzidas micromolas de platina e liberados stents e outros dispositivos, com o intuito de ocluir o interior da dilatação aneurismática.
É importante observar que nem todos os aneurismas requerem tratamento, e a decisão sobre como tratar um aneurisma normalmente é feita caso a caso, considerando fatores como tamanho do aneurisma, localização, saúde geral do indivíduo, dentre outros. Exames médicos regulares e gerenciamento de fatores de risco, como controle da pressão arterial e parar de fumar, podem ajudar a reduzir o risco de formação e ruptura de aneurismas.

Existem várias técnicas de embolização de aneurisma cerebral, são elas:

  • Embolização com stent e molas de platina
  • Embolização somente com molas de platina
  • Embolização com microbalão e molas
  • Embolização com stent diversor de fluxo
  • Embolização com dispositivos intra aneurismáticos, que impedem que o fluxo de sangue entre no aneurisma.

Figura 6. Balão e Molas de Platina

Figura 6. Balão e Molas de Platina

Figura 7. Stent Diversor de fluxo

Figura 7. Stent Diversor de fluxo

Figura 9. Stent e Molas de Platina

Figura 9. Stent e Molas de Platina

Figura 10. Balão e Molas de Platina

Figura 10. Balão e Molas de Platina

Todos os procedimentos invasivos são passíveis de riscos e isso não pode ser desprezado. Todo cuidado deve ser dispendido durante o tratamento e várias técnicas de procedimento são utilizadas para minimizar os riscos, que são realmente muito baixos. Durante a embolização de um aneurisma cerebral alguns riscos do procedimento devem ser levados em consideração. Em virtude da dilatação aneurismática ser uma lesão frágil, durante a manipulação pode haver ruptura do aneurisma, podendo levar a um AVC hemorrágico. Existe também a possibilidade de hematomas no local como região da virilha e punho. Outra situação que merece atenção é a formação de coágulos nas artérias cerebrais durante o tratamento, podendo ocasionar um AVC isquêmico. Reações ao contraste ou distúrbios renais são situações muito raras.
No caso do procedimento ter transcorrido sem qualquer problema, após a embolização o paciente permanece por mais 48 horas sob regime hospitalar. Este tempo é utilizado para avaliar a resposta aos medicamentos antiagregantes ( que afinam o sangue ) quando necessários e monitorar o paciente para possíveis alterações clínicas pós procedimento e tratá-las. Estas podem ser: disfunção renal, controle pressórico, dentre outras.
Após a alta hospitalar você deve fazer uso das medicações prescrita pelo médico, da maneira que foi orientada por ele. É importante nunca interromper as medicações ou mudar horário de uso, sem antes perguntar para seu médico, isso pode levá-lo a riscos e um exemplo deles é a oclusão de uma artéria quando tratada com stent intracraniano. Esta oclusão pode levar a um AVC isquêmico extenso, com a possibilidade de ocasionar sequelas importantes. A alimentação saudável, o descanso e a boa hidratação diária, também são extremamente importantes para sua recuperação. Os cuidados com a região da virilha ou do punho são também importantes. Quando o procedimento foi pela virilha é importante manter o membro inferior estendido durante 24 horas, sem flexionar a coxa em direção ao abdome. Isso pode ocasionar o sangramento da artéria puncionada no tratamento e acarretar hematomas no local. Ao longo da primeira semana pós procedimento não realizar atividade física, dirigir ou fazer esforços domésticos ou carregar pesos. Passada a primeira semana e não havendo nenhuma alteração durante este período, você poderá realizar todas as suas atividades sem prejuízo, apenas evitando atividade física intensa e pesos excessivos no primeiro mês pós tratamento.

Entrevistas

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Reembolso

O sistema de reembolso funciona assim: O (a) paciente, escolhe o médico de sua confiança. O médico não precisa pertencer a nenhuma rede de convênio credenciada. Realiza-se o pagamento do tratamento e após o envio do recibo do médico, num prazo máximo de 30 dias, a seguradora irá reembolsá-lo (a) de acordo com o seu contrato.
O reembolso é a melhor forma de usufrir do seu plano: você escolhe seu médico, seu hospital e seu laboratório de confiança. Você tem a liberdade de escolha sem o direcionamento ocasionado na maior parte das vezes pelo seu convênio. Isto gera uma medicina personalizada onde o paciente é indivíduo autônomo e responsável por suas escolhas, fortalecendo o relacionamento médico-paciente.
Grande parte dos convênios e seguradoras de saúde oferecem reembolso. Você deve ligar no seu convênio e perguntar se tem direito ao reembolso. Precisa se certificar solicitando acesso ao seu contrato e o manual do segurado. Cada tipo de plano possui uma taxa de reembolso, por isso você precisa saber a tabela de reembolso paga para seu tipo de plano. Isso se dá como porcentagem, isto é, seu convênio ou seguradora para X% do valor cobrado pelo médico. Essa é a chamada da prévia de reembolso. Dependendo do seu contrato junto á seguradora, o reembolso poderá ser total ou parcial e isso deve ser previamente avaliado. Você tem direito ao reembolso em grande parte das vezes e é seu direito devendo ser utilizado e aproveitado.
O prazo para pagamento das maioria das operadoras é de 30 dias após a apresentação de toda documentação solicitada pelo convênio e você pode se certificar em seu contrato.

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Não se preocupe, nossa equipe tem toda experiência e auxilia o(a) paciente em todo processo.
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