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	<title>Arquivo de AVC - Instituto Neuron</title>
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	<description>Tratamento de Aneurisma Cerebral</description>
	<lastBuildDate>Mon, 03 Nov 2025 14:29:45 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de AVC - Instituto Neuron</title>
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		<title>O que pode explicar a tendência de aumento de AVC em jovens?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ocneuron]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Oct 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AVC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Embora seja uma alteração neurovascular frequentemente associada às fases mais avançadas da vida, os casos de AVC em jovens demonstram que essa condição deve ser uma preocupação também em outras faixas etárias. De acordo com a Sociedade Brasileira de AVC, consideram-se acidentes vasculares cerebrais em jovens adultos aqueles que ocorrem entre os 18 e os &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Embora seja uma alteração neurovascular frequentemente associada às fases mais avançadas da vida, <strong>os casos de AVC em jovens demonstram que essa condição deve ser uma preocupação também em outras faixas etárias.</strong></p>



<p>De acordo com a <a href="https://avc.org.br/pacientes/avc-em-jovens/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Brasileira de AVC,</u></a> consideram-se acidentes vasculares cerebrais em jovens adultos <strong>aqueles que ocorrem entre os 18 e os 50 anos</strong>.</p>



<p>A prevenção e a abordagem adequadas desses episódios tornam-se ainda mais relevantes quando se considera a expectativa de vida que essas pessoas ainda têm após o diagnóstico – que pode ser afetada significativamente pelas sequelas da condição.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual o tamanho do impacto de AVC em jovens?</h2>



<p>A percepção de que os casos de AVC em pessoas com menos de 50 anos estão aumentando não é apenas uma impressão. Vários dados sustentam essa realidade.</p>



<p>Exemplo disso é um <a href="https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/JAHA.124.039387"><u>artigo do </u></a><a href="https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/JAHA.124.039387" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Journal of the American Heart Association,</u></em></a> publicado em maio de 2025. Com números provenientes do <em>Global Burden of Disease</em>, que coleta e compila informações de diversas complicações de saúde, <strong>os pesquisadores mostraram que apenas em 2021 foram registrados 1,76 milhão de novos casos de AVC em pessoas na faixa dos 15 aos 49 anos.</strong></p>



<p>Naquele mesmo ano, a estimativa era de que havia mais de <strong>20 milhões de indivíduos desse grupo etário convivendo com as consequências de AVC em jovens</strong> (novo ou antigo).</p>



<p>Dessa forma, os autores do levantamento apontaram que entre 1990 e 2021 houve um <strong>aumento de 36% de novos casos de AVC em jovens em todo o mundo. </strong>Apesar disso, é importante ponderar que os patamares proporcionalmente registrados em todas as faixas etárias não tiveram aumento similar.</p>



<p>Considerando a realidade brasileira, as perspectivas são semelhantes. Outro estudo, <a href="https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/STROKEAHA.117.018531" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>dessa vez publicado na revista </u></a><a href="https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/STROKEAHA.117.018531"><em><u>Stroke</u></em></a><em>,</em> acompanhou a incidência de AVCs em jovens adultos da cidade de Joinville, em Santa Catarina. Foram monitorados os registros em diferentes intervalos entre os anos de 2005 e 2015.</p>



<p>Os <strong>autores demonstraram que a incidência geral de AVC em jovens adultos abaixo dos 45 anos aumentou 62%.</strong> Já naqueles com menos de <strong>55 anos, a elevação foi de 29%.</strong> O incremento no número de casos ocorreu sobretudo devido aos<a href="https://institutoneuron.com.br/tratamento-de-aneurisma-cerebral/avc-isquemico-e-hemorragico-o-que-diferencia-ambas-as-condicoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> quadros isquêmicos, enquanto os hemorrágicos permaneceram estáveis.</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Que fatores podem explicar o aumento desses casos?</h2>



<p>Esse crescimento pode estar relacionado a diversas causas combinadas. Ou seja, não é possível apontar um único fator capaz de explicar o fenômeno.</p>



<p>De qualquer forma, <strong>entre alguns dos elementos com peso na questão está o crescimento da presença de alterações metabólicas e cardiovasculares, que incluem:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Hipertensão arterial.</li>



<li>Diabetes.</li>



<li>Colesterol alto.</li>



<li>Obesidade.</li>



<li>Outras condições cardiovasculares preexistentes.</li>
</ul>



<p>Além disso, o estilo de vida moderno, caracterizado por alimentação desequilibrada, sedentarismo, maior exposição a poluentes, consumo abusivo de álcool, tabagismo e aumento do uso de anabolizantes, certamente contribui progressivamente para a complicação.</p>



<p>Outro ponto importante é que há uma discrepância entre gêneros no que diz respeito à incidência e aos fatores de risco do AVC em jovens. Mulheres jovens podem estar mais vulneráveis devido a fatores específicos do período reprodutivo, sendo um deles o uso de contraceptivos hormonais, como<a href="https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/STROKEAHA.119.024156" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> reforça publicação do periódico Stroke de 2020.</u></a></p>



<p>Por fim, a <strong>melhoria nos métodos diagnósticos também tem interferência sobre os números</strong>. Com a ampliação do uso da ressonância magnética, entre outros recursos, é possível identificar com maior precisão casos de AVC em jovens que antes poderiam passar despercebidos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual a abordagem adequada e as perspectivas de recuperação de um AVC em um paciente jovem?</h2>



<p>Diante desse cenário, é essencial implementar medidas que promovam estilos de vida saudáveis, com controle rigoroso dos fatores de risco metabólicos, cardiovasculares e comportamentais, além da ampliação do acesso a diagnóstico e tratamento adequados.</p>



<p>De todo modo, <strong>cabe reforçar que a apresentação clínica de um AVC em jovens não difere significativamente em comparação às pessoas mais velhas</strong>. Por isso, é necessário estar atento a sintomas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Fraqueza, formigamento ou dormência súbita em um lado do corpo.</li>



<li>Dificuldade para falar.</li>



<li>Alterações na visão.</li>



<li>Perda de equilíbrio.</li>



<li>Dor de cabeça intensa e repentina.</li>



<li>Confusão mental.</li>



<li>Dificuldade para andar.</li>



<li>Tontura e sonolência.</li>
</ul>



<p>A partir da presença de um ou mais desses sinais, <strong>a busca por ajuda especializada é indispensável</strong>. A intervenção precoce aumenta as chances de que o acidente vascular seja identificado e tratado já nas primeiras horas, gerando maior possibilidade de sucesso na recuperação.</p>



<p>Entre as possibilidades de tratamento de AVC em jovens estão desde o uso de medicamentos para dissolver os coágulos até procedimentos específicos para restabelecer o fluxo sanguíneo na área atingida. Com o aprimoramento das técnicas disponíveis, <strong>parte dessas abordagens pode ocorrer de modo minimamente invasivo, sobretudo com o apoio de um neurorradiologista intervencionista</strong>.</p>



<p>Aproveite e saiba mais agora mesmo sobre os <a href="https://institutoneuron.com.br/tratamento-de-aneurisma-cerebral/trombectomia-avc-isquemico/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>avanços da trombectomia no tratamento do AVC isquêmico.</u></a></p>
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		<title>O que você precisa saber sobre as consequências de um ataque isquêmico transitório</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ocneuron]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[acidente vascular cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[isquemia]]></category>
		<category><![CDATA[neurorradiologia intervencionista]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção do AVC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um ataque isquêmico transitório representa muito mais do que uma versão menor de um derrame cerebral. Na prática, ele deve ser visto sempre como um importante sinal de alerta que merece não só atenção médica imediata, como também acompanhamento especializado posterior. Portanto, compreender suas características, possíveis sintomas e eventuais implicações sobre a saúde no longo &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um ataque isquêmico transitório representa muito mais do que uma versão menor de um derrame cerebral. Na prática, ele deve ser visto sempre como um importante sinal de alerta que merece não só <strong>atenção médica imediata</strong>, como também <strong>acompanhamento especializado posterior.</strong></p>



<p>Portanto, compreender suas características, possíveis sintomas e eventuais implicações sobre a saúde no longo prazo é fundamental para prevenir complicações mais graves.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é um ataque isquêmico transitório?</h2>



<p>Um ataque isquêmico transitório, também conhecido pela sigla AIT, <strong>é caracterizado por uma interrupção temporária do fluxo sanguíneo para uma região específica do cérebro.</strong></p>



<p>Diferentemente dos acidentes vasculares cerebrais (AVC), essa <strong>obstrução é passageira</strong>, geralmente <strong>durando apenas alguns minutos</strong>, o que explica o termo &#8220;transitório&#8221; da definição.</p>



<p>Durante o episódio, um coágulo ou fragmento de placa aterosclerótica (formada por colesterol e cálcio acumulados na parede arterial) bloqueia temporariamente a passagem de sangue.</p>



<p>Na maioria dos casos, esse obstáculo se dissolve naturalmente ou é deslocado pelo próprio fluxo sanguíneo, restaurando a circulação normal. A<a href="https://www.stroke.org/en/about-stroke/types-of-stroke/tia-transient-ischemic-attack" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> American Stroke Association</u></a> ressalta que pessoas de todas as idades podem ter um AIT. Porém, <strong>a possibilidade aumenta à medida que a idade avança.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são as causas mais comuns para um AIT?</h2>



<p>As causas do ataque isquêmico transitório estão intimamente relacionadas aos mesmos fatores que provocam o AVC isquêmico. Logo, a formação de coágulos sanguíneos representa a principal origem do problema.</p>



<p>Esses <strong>coágulos podem se formar diretamente no coração e serem transportados para as artérias cerebrais. </strong>, A <strong>aterosclerose</strong>, caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas paredes arteriais, <strong>constitui uma das causas de oclusão de artérias cerebrais, através do desprendimento de placas instáveis e interrupção de fluxo sanguineo temporário em vasos cerebrais mais distantes.</strong></p>



<p><strong>Condições cardíacas específicas também aumentam significativamente o risco</strong>. A fibrilação atrial, por exemplo, causa batimentos cardíacos irregulares que favorecem a formação de coágulos. Outras cardiopatias, como insuficiência cardíaca e doenças valvares, também contribuem para o desenvolvimento de trombos.</p>



<p>Distúrbios da coagulação sanguínea, embora menos frequentes, podem predispor ao ataque isquêmico transitório. Nesses casos, o sangue apresenta tendência aumentada para a composição de coágulos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os sintomas mais comuns?</h2>



<p>Os sintomas do ataque isquêmico transitório surgem subitamente e lembram aqueles observados no AVC. A grande diferença é a duração limitada, que varia de alguns minutos até poucas horas. A partir disso, as queixas notadas frequentemente incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Fraqueza ou dormência facial</strong>, especialmente em um lado do rosto, podendo estender-se para braços e pernas do mesmo lado do corpo.</li>



<li><strong>Alterações na fala</strong>, gerando dificuldade para articular palavras, fala arrastada ou problemas para compreender conversas.</li>



<li><strong>Problemas visuais</strong>, com perda súbita de visão, visão dupla ou redução do campo visual periférico.</li>



<li><strong>Tontura e perda de equilíbrio</strong>, que normalmente estão acompanhadas de outros sintomas neurológicos.</li>
</ul>



<p>Ao notar um ou mais desses sinais, é <strong>fundamental buscar ajuda especializada</strong>, mesmo que os sintomas desapareçam sozinhos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como é feito o tratamento de um ataque isquêmico transitório?</h2>



<p>O <strong>tratamento do AIT tem como objetivo identificar e tratar a causa responsável pelo bloqueio provisório e,</strong> principalmente, <strong>evitar que ele se repita</strong>.</p>



<p>Inicialmente, o paciente é submetido a uma avaliação clínica detalhada, com análise dos sintomas, exame físico e histórico médico.</p>



<p>Exames de imagem, como tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética, são relevantes para descartar a presença de lesões e identificar possíveis causas para a obstrução. Na sequência, as ações mais pertinentes envolvem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O uso de <strong>medicamentos específicos para reduzir o risco de novos coágulos</strong>.</li>



<li>O <strong>controle de fatores de risco</strong>, como pressão alta, colesterol e diabetes.</li>



<li>A necessidade de <a href="https://institutoneuron.com.br/tratamento-de-aneurisma-cerebral/tratamento-da-ateromatose-carotidea/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>procedimentos endovasculares</u></a>, sobretudo quando há <strong>obstruções graves das artérias carótidas.</strong></li>
</ul>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://institutoneuron.com.br/tratamento-de-aneurisma-cerebral/trombectomia-avc-isquemico/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Os avanços da trombectomia no tratamento do AVC isquêmico</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual é a conexão entre um AIT e um AVC?</h2>



<p>De modo geral, o AIT funciona como um sistema de alerta precoce, indicando a vulnerabilidade associada a prejuízos vasculares na região cerebral. Todavia, enquanto o AIT se resolve completamente sem deixar sequelas permanentes, o AVC causa danos cerebrais definitivos devido à lesão do tecido cerebral.</p>



<p>As <strong>evidências reforçam que pessoas que sofreram um ataque isquêmico transitório apresentam risco substancialmente maior de desenvolver um AVC completo</strong>. Essa ameaça é particularmente elevada nas primeiras 48 horas após o episódio inicial, permanecendo aumentada por semanas e meses subsequentes.</p>



<p>Nesse contexto, uma publicação do <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1802712"></a><a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1802712" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>New England Journal of Medicin</u></em></a><a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1802712"><u>e</u></a> avaliou o risco de eventos cardiovasculares após um AIT ou um AVC isquêmico leve.</p>



<p>Em um acompanhamento de cinco anos com mais de 3800 pacientes que passaram por um AIT ou AVC leve, <strong>foi observado que a taxa de eventos cardiovasculares, incluindo AVC, foi de 6,4% no primeiro ano após o evento inicial, mantendo-se estável em 6,4% do segundo ao quinto ano.</strong></p>



<p>Outra publicação, dessa vez no <a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2775447" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Journal of the American Medical Association (JAMA)</u></em></a><a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2775447"><u>, </u></a>mostrou que dentro de um recorte de 435 episódios de AIT, <strong>cerca de 30% dos indivíduos afetados tiveram um AVC em um período mediano de pouco menos de nove anos.</strong></p>



<p>Em resumo, ambos os dados reforçam a necessidade de intervenções terapêuticas adequadas para reduzir o impacto de um ataque isquêmico transitório nos dias, meses e anos subsequentes. Com as medidas preventivas apropriadas, é possível manter a qualidade de vida enquanto se reduz significativamente os riscos futuros.</p>



<p>Antes de ir embora,<a href="https://institutoneuron.com.br/tratamento-de-aneurisma-cerebral/avc-isquemico-e-hemorragico-o-que-diferencia-ambas-as-condicoes/"> </a><a href="https://institutoneuron.com.br/tratamento-de-aneurisma-cerebral/avc-isquemico-e-hemorragico-o-que-diferencia-ambas-as-condicoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>entenda de uma vez por todas as diferenças de um AVC hemorrágico e um isquêmico.</u></a></p>



<p><strong><em>Referências</em></strong></p>



<p>Transient Ischemic Attack (TIA)<br><a href="https://www.stroke.org/en/about-stroke/types-of-stroke/tia-transient-ischemic-attack" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.stroke.org/en/about-stroke/types-of-stroke/tia-transient-ischemic-attack</a></p>



<p>Transient Ischemic Attack (TIA)<br><a href="https://www.ninds.nih.gov/health-information/disorders/transient-ischemic-attack-tia" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.ninds.nih.gov/health-information/disorders/transient-ischemic-attack-tia</a></p>



<p>Transient Ischemic Attack<br><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK459143" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK459143</a></p>



<p>Incidence of Transient Ischemic Attack and Association With Long-term Risk of Stroke <a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2775447" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2775447</a></p>



<p>Five-Year Risk of Stroke after TIA or Minor Ischemic Stroke<br><a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1802712" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1802712</a></p>
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		<title>AVC isquêmico e hemorrágico: o que diferencia ambas as condições?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ocneuron]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AVC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De acordo com dados da Sociedade Brasileira de AVC, em 2024, o número total de óbitos por esse tipo de incidente neurológico superou os 88 mil casos em todo o país. As informações coletadas incluem os episódios de AVC isquêmico e hemorrágico, além de outras alterações (trombose venosa cerebral, hemorragia subaracnoide etc.) ou situações em &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>De acordo com dados da<a href="https://avc.org.br/numeros-do-avc/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Sociedade Brasileira de AVC,</u></a> <strong>em 2024, o número total de óbitos por esse tipo de incidente neurológico superou os 88 mil casos em todo o país</strong>. As informações coletadas incluem os episódios de AVC isquêmico e hemorrágico, além de outras alterações (trombose venosa cerebral, hemorragia subaracnoide etc.) ou situações em que a disfunção não é determinada.</p>



<p>Seja como for, esses números mostram como esse é um tipo de alteração relativamente comum e merece atenção de pessoas, famílias e especialistas.</p>



<p>Pensando nisso, vale a pena esclarecer melhor o que diferencia um acidente vascular isquêmico de um hemorrágico, incluindo nisso a diferença nas abordagens de cada quadro.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> A definição ampla do que é um acidente vascular cerebral</h2>



<p>Também chamado popularmente de derrame cerebral, essa condição tem como característica central o rompimento ou o entupimento de vasos responsáveis por irrigar o tecido do cérebro.</p>



<p>Com isso, a área atingida fica inundada de sangue ou sem a irrigação necessária e, pouco a pouco, perde a atividade, gerando comprometimento significativo na mobilidade e na capacidade cognitiva da pessoa atingida. Sem a devida atenção, tais déficits podem ser irreversíveis e até mesmo colocar a vida em risco.</p>



<p>Portanto, quanto mais rápido e mais qualificada for a abordagem diante dessa suspeita, melhores tendem a ser os resultados da recuperação.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> Os fatores de risco para um acidente vascular cerebral</h3>



<p>De modo geral, os elementos capazes de aumentar a chance de alguém ter qualquer tipo de AVC são divididos em dois grupos. Assim, é possível distinguir fatores modificáveis de não-modificáveis.</p>



<p>Entre aqueles não-modificáveis (em que nada ou muito pouco pode ser feito) estão a idade (quanto mais velho, maior o risco) e o histórico familiar, que aumenta a predisposição à complicação.</p>



<p>Já os modificáveis estão muitos associados ao estilo de vida pouco saudável, o que inclui dieta inadequada, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e tabagismo. A presença de determinadas condições vasculares, como hipertensão arterial, estenoses da carótida e malformação arteriovenosa também podem influenciar nesse risco.</p>



<p>Na dúvida, vale a pena conversar com seu médico de confiança sobre cada aspecto que impacta na chance de ser afetado por um derrame.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As diferenças de um AVC hemorrágico e de um isquêmico</h2>



<p>A diferença de cada tipo de AVC se dá pelo mecanismo que interfere na circulação do sangue em determinada região do cérebro.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>AVC Hemorrágico</h3>



<p>De acordo com a<a href="https://www.stroke.org/en/about-stroke/types-of-stroke/hemorrhagic-strokes-bleeds" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Associação Norte-Americana de Acidentes Vasculares</u></a>, esse tipo de acidente neurovascular responde por apenas 13% de todos os AVCs. Porém, algumas evidências sugerem que ele tende a ser mais letal.</p>



<p>Eles se formam a partir do rompimento de um vaso sanguíneo, que como consequência &#8220;derrama&#8221; o sangue em uma região do cérebro, formando um sangramento.</p>



<p>Na prática, o líquido pode se acumular no interior do cérebro ou na região subaracnoide, o que significa que a área afetada fica entre algumas das camadas que revestem o órgão.</p>



<p>Uma série de alterações na estrutura dos vasos costuma estar envolvida nesses episódios. Exemplos disso são aneurisma e malformações arteriovenosas, que em algum momento geram pontos de fragilidade nos locais onde o sangue passa até o ponto em que há uma ruptura.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>AVC Isquêmico</h3>



<p>Dentro da medicina, o termo isquemia denota a ideia de que há a interrupção ou bloqueio completo do fluxo de sangue para determinada região do corpo.</p>



<p>Diante disso, um AVC isquêmico acontece justamente quando um vaso sanguíneo é indevidamente obstruído.</p>



<p>Uma das causas para isso é o processo conhecido como aterosclerose, em que placas de gordura se acumulam até o ponto que o sangue deixa de fluir adequadamente. Coágulos ( êmbolos ), muitas vezes provenientes do coração, também podem ser responsáveis pela obstrução inadvertida.</p>



<p>Os Acidentes Vasculares Cerebrais isquêmicos respondem por aproximadamente 85% de todos os acidentes vasculares.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://institutoneuron.com.br/tratamento-de-aneurisma-cerebral/tratamento-da-ateromatose-carotidea/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>O papel da abordagem endovascular no tratamento da ateromatose carotídea</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O papel dos tratamentos endovasculares no manejo dessas condições</h2>



<p>Na maioria dos casos, AVCs isquêmicos e hemorrágicos compartilham sinais e sintomas similares. Os mais comuns são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Confusão.</li>



<li>Dificuldades de comunicação, sobretudo por meio da fala.</li>



<li>Problemas para enxergar, com um ou os dois olhos.</li>



<li>Dor de cabeça muito intensa, com início súbito e sem causa aparente.</li>



<li>Desequilíbrio, perdas de coordenação motora ou mesmo incapacidade de ficar em pé e caminhar.</li>



<li>Formigamento ou fraqueza que se espalha por apenas um lado do corpo (no rosto ou nos membros).</li>
</ul>



<p>Na presença de um ou mais desses sintomas, a principal recomendação é procurar ajuda médica. A assistência é indispensável para que o diagnóstico seja confirmado, o que depende principalmente de exames de imagem para identificar a área afetada.</p>



<p>A partir disso, o tratamento adequado pode ser devidamente proposto. Dentro da neurorradiologia intervencionista, diversas abordagens são viáveis para abordar adequadamente o comprometimento.</p>



<p>No AVC isquêmico, o tratamento endovascular pode orientar a realização de uma trombectomia que remove o coágulo utilizando stents ou aspiração através de cateteres, trazendo bons resultados especialmente nas primeiras horas depois do AVC.</p>



<p>Em um AVC hemorrágico, técnicas endovasculares menos invasivas permitem a <a href="https://institutoneuron.com.br/tratamento-de-aneurisma-cerebral/tratamentos-endovasculares-aneurisma-cerebral/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>embolização de aneurismas </u></a>com dispositivos específicos (micromolas e stents), reduzindo complicações e tempo de recuperação.</p>



<p>Diferenciar AVC isquêmico e hemorrágico é apenas o primeiro passo no diagnóstico e tratamento dessa condição de saúde potencialmente grave. Nem todos os casos podem ser prevenidos, mas a abordagem precoce e o uso dos melhores recursos disponíveis em cada etapa aumentam a chance de sucesso na contenção das consequências negativas associadas ao quadro.</p>



<p>Aproveite para saber mais sobre o tema e confira <a href="https://institutoneuron.com.br/tratamento-de-aneurisma-cerebral/trombectomia-avc-isquemico/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>os avanços da trombectomia no tratamento do AVC isquêmico</u></a></p>



<p><strong><em>Referências</em></strong></p>



<p>Números do AVC<br><a href="https://avc.org.br/numeros-do-avc/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://avc.org.br/numeros-do-avc/</a></p>



<p>Ischemic Stroke<br><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK499997" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK499997</a></p>



<p>Ischemic Stroke (Clots)<br><a href="https://www.stroke.org/-/media/stroke-files/lets-talk-about-stroke/type-of-stroke/ds15794_ltas_ischemicstroke_12_20.pdf?la=en" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.stroke.org/-/media/stroke-files/lets-talk-about-stroke/type-of-stroke/ds15794_ltas_ischemicstroke_12_20.pdf?la=en</a></p>



<p>Ischaemic stroke<br><a href="https://www.nature.com/articles/s41572-019-0118-8" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.nature.com/articles/s41572-019-0118-8</a></p>



<p>Hemorrhagic Stroke<br><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK559173" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK559173</a></p>



<p>Hemorrhagic Stroke<br><a href="https://www.stroke.org/en/about-stroke/types-of-stroke/hemorrhagic-strokes-bleeds" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.stroke.org/en/about-stroke/types-of-stroke/hemorrhagic-strokes-bleeds</a></p>
<p>O post <a href="https://institutoneuron.com.br/tratamento-de-aneurisma-cerebral/avc-isquemico-e-hemorragico-o-que-diferencia-ambas-as-condicoes/">AVC isquêmico e hemorrágico: o que diferencia ambas as condições?</a> apareceu primeiro em <a href="https://institutoneuron.com.br/tratamento-de-aneurisma-cerebral">Instituto Neuron</a>.</p>
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		<title>Os avanços da trombectomia no tratamento do AVC isquêmico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ocneuron]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Mar 2025 15:44:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[acidente vascular cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[isquemia]]></category>
		<category><![CDATA[neurorradiologia]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento do AVC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O tratamento dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) de natureza isquêmica (ou seja, que ocorrem quando há um bloqueio em uma artéria do cérebro) vem experimentando inovações. O maior exemplo ilustrativo disso é a chamada trombectomia, uma abordagem minimamente invasiva. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 15 milhões de pessoas são afetadas &#8230;</p>
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<p>O tratamento dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) de natureza isquêmica (ou seja, que ocorrem quando há um bloqueio em uma artéria do cérebro) vem experimentando inovações. <strong>O maior exemplo ilustrativo disso é a chamada trombectomia, uma abordagem minimamente invasiva.</strong></p>



<p>De acordo com a <a href="https://www.emro.who.int/health-topics/stroke-cerebrovascular-accident/index.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Organização Mundial de Saúde,</u></a> cerca de 15 milhões de pessoas são afetadas por um AVC anualmente em todo o planeta. Desse total, 5 milhões ficam com sequelas e outro contingente equivalente vem a óbito.</p>



<p>Esses números fazem dessa uma das principais causas de mortalidade em todo o planeta, <strong>tornando ainda mais relevantes tais avanços.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Entenda o que é a trombectomia</h2>



<p>Em linhas gerais, <strong>a trombectomia é um procedimento endovascular que visa remover o coágulo</strong> (ou trombo) que está obstruindo uma artéria cerebral, restaurando o fluxo sanguíneo para o cérebro.</p>



<p>Diferentemente de outras abordagens, como o uso de medicamentos trombolíticos, <strong>a trombectomia é realizada por meio de um cateter inserido através de uma artéria, </strong>geralmente na virilha ou no punho. A partir disso, o instrumento é guiado até o local da oclusão.</p>



<p>O procedimento é realizado por um neurorradiologista intervencionista. Esse especialista utiliza recursos de imagem, como a angiografia, para localizar o coágulo.</p>



<p>Uma vez que o cateter alcança o trombo, dispositivos especiais, como <em>stents</em> ou sistemas de aspiração, são utilizados para capturar e remover o coágulo.</p>



<p>Após a remoção da formação, o fluxo sanguíneo volta a fluir na área, e o procedimento é finalizado. O paciente é então monitorado de perto para garantir que não haja complicações, como hemorragias ou formação de novos coágulos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Situações em que a trombectomia pode ser empregada diante de um AVC isquêmico</h2>



<p>A trombectomia é <strong>indicada principalmente para pacientes com AVC isquêmico agudo causado por oclusão de grandes vasos</strong>. Eles geralmente atingem artérias como a cerebral média, a carótida interna ou a basilar, que irrigam áreas diferentes do cérebro.</p>



<p>As obstruções geralmente são resultado do espessamento do sangue a ponto de ele formar um coágulo ou devido ao surgimento de uma placa de gordura ou cálcio, que tem origem em outra parte do corpo, se solta e viaja até as artérias cerebrais.</p>



<p>Esses casos são considerados graves, pois o bloqueio de grandes artérias pode levar a danos cerebrais extensos e sequelas permanentes.</p>



<p>De <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2214403" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>acordo com estudos recentes sobre o tema</u></a>, <strong>a trombectomia deve ser realizada sempre que possível dentro de um período de até 24 horas </strong>após o início dos sintomas. Apesar disso, o ideal é que o procedimento seja feito o mais rapidamente, preferencialmente nas primeiras 6 horas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os benefícios dessa abordagem terapêutica</h2>



<p>Essa abordagem oferece diversos benefícios em comparação com outras formas de tratamento do AVC isquêmico.</p>



<p>O primeiro deles é o fato de que, assim como outros tratamentos endovasculares, <strong>a técnica é consideravelmente menos invasiva que a cirurgia aberta.</strong> Como consequência, o tempo de recuperação e o risco de complicações são menores.</p>



<p>Mas a <strong>principal vantagem é a restauração rápida do fluxo sanguíneo, </strong>o que pode salvar tecido cerebral que ainda está viável antes que ele sofra danos permanentes. Isso resulta em uma redução significativa das sequelas neurológicas, como paralisias, dificuldades de fala, dentre outros sintomas.</p>



<p>As <a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(23)02032-9/abstract" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>evidências mostram que pacientes submetidos à trombectomia</u></a> têm uma chance muito maior de recuperação funcional em comparação com aqueles que recebem apenas tratamento medicamentoso convencional.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Eventuais riscos a serem considerados</h2>



<p>Todavia, como em qualquer procedimento médico, a trombectomia não está isenta de intercorrências. As mais comuns incluem sangramento no local da inserção do cateter, <strong>formação de novos coágulos e danos às artérias durante a passagem do instrumento.</strong></p>



<p>Além disso, há o <strong>risco de hemorragia intracraniana</strong>, que pode ocorrer quando o fluxo sanguíneo é restaurado de forma abrupta em uma área do cérebro que já estava danificada.</p>



<p>No entanto, tais contratempos são relativamente raros quando o procedimento é realizado por profissionais experientes e em centros especializados. A <strong>taxa estimada de complicações graves é de menos de 5%,</strong> conforme dados publicados no<a href="https://www.ajnr.org/content/41/3/477" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> American Journal of Neuroradiology.</u></a></p>



<p>Ademais, a intervenção tem passado por avanços significativos, tanto em termos de tecnologia quanto de técnicas. Novos dispositivos, como<em> stents </em>aperfeiçoados e sistemas de aspiração mais eficientes, têm aumentado a taxa de sucesso do procedimento.</p>



<p>Assim sendo, a <strong>trombectomia é uma das técnicas mais avançadas e eficazes para o tratamento do AVC isquêmico, </strong>especialmente em casos de oclusão de grandes vasos. Com a capacidade de restaurar rapidamente o fluxo sanguíneo e reduzir as sequelas neurológicas, essa abordagem tem se tornado uma opção cada vez mais relevante.</p>



<p>Quer saber mais sobre a atuação do neurorradiologista intervencionista em diferentes condições clínicas? Convido você a acompanhar meu perfil<a href="https://www.instagram.com/dr.fabriciobuchdid/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> no Instagram</u></a>, que é continuamente atualizado.</p>



<p><strong><em>Fontes</em></strong></p>



<p>Trial of Endovascular Thrombectomy for Large Ischemic Strokes<br><a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2214403" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2214403</a><br><br>Endovascular thrombectomy for acute ischaemic stroke with established large infarct: multicentre, open-label, randomised trial<br><a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(23)02032-9/abstract" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(23)02032-9/abstract</a></p>



<p>Thrombectomy<br><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK562154/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK562154/</a><br><br>Endovascular thrombectomy for the treatment of acute ischemic stroke<br><a href="https://www.scielo.br/j/anp/a/tXg78GCD4QDFghDRWfCrVDp/?lang=en" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.scielo.br/j/anp/a/tXg78GCD4QDFghDRWfCrVDp/?lang=en</a></p>



<p>Stroke, Cerebrovascular accident<br><a href="https://www.emro.who.int/health-topics/stroke-cerebrovascular-accident/index.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.emro.who.int/health-topics/stroke-cerebrovascular-accident/index.html</a></p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://institutoneuron.com.br/tratamento-de-aneurisma-cerebral/trombectomia-avc-isquemico/">Os avanços da trombectomia no tratamento do AVC isquêmico</a> apareceu primeiro em <a href="https://institutoneuron.com.br/tratamento-de-aneurisma-cerebral">Instituto Neuron</a>.</p>
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