Você sabe quando tratar seu aneurisma cerebral?

Aneurisma Cerebral

Você sabe quando tratar seu aneurisma cerebral?

Equipe Instituto Neuron

Aneurismas cerebrais são alterações nos vasos sanguíneos desta região que necessitam atenção médica especializada a fim de evitar e/ou reduzir seus danos.

São de dois tipos, os saculares e os fusiformes.

Os aneurismas saculares são mais frequentes na população. Eles são saculações na parede das artérias decorrentes da fragilidade daquele segmento vascular. Sua forma se assemelha a balões, como aqueles utilizados pelas crianças em suas brincadeiras, bem como festas infantis. Se inflados em excesso chegam a estourar.

No caso dos aneurismas, eles podem romper e extravasar o sangue das artérias para a superfície e até o interior do tecido cerebral.

Dados de estudos americanos mostram que aneurismas não rotos, assintomáticos, estão presentes em 1 a cada 50 pessoas e a taxa de ruptura anual é de 10 a cada 100.000 pessoas.

Os aneurismas fusiformes são mais raros e geralmente de lesões da parede arterial com presença de sangue e inflamação entre suas camadas de músculos e células o que com o tempo resulta na dissolução de estruturas que revestem o vaso sanguíneo, levando à expansão e tortuosidade do vaso.

Um estudo que estudava aneurismas cerebrais avaliou 2522 pacientes e 1,3% dos casos era decorrente de aneurismas fusiformes da circulação posterior do cérebro.

São complexos e quando na circulação posterior apresentam maior gravidade devido risco de comprimir estruturas importantíssimas que passam através do tronco encefálico.

Além do risco de compressão há o risco de formação de coágulos no interior destas alterações vasculares que aumentam a chance de acidente vascular cerebral isquêmico, muitas vezes fatal nesta localização.

https://youtu.be/VCn2BwXTlno

O risco de morte neste tipo de aneurisma é alto e há estudos que mostraram que 80% dos pacientes analisados em 5 anos, ficaram gravemente incapacitados ou vieram a falecer.

Quando estudamos estes aneurismas e encontramos compressão do tecido cerebral, associação com tabagismo, grandes dimensões do aneurisma, hipertensão arterial sistêmica, maior idade e sexo masculino, podemos inferir um risco aumentado para progressão e evolução catastrófica desta patologia.

O tratamento destes aneurismas permanece controverso e tecnicamente muito desafiador, por isso há que ter muita cautela em se propor uma terapia invasiva. Cada caso deve ser analisado de maneira particular e minuciosa antes de qualquer decisão de tratamento intempestivo, sendo que há relatos de maus resultados em até 50% dos casos.

Em resumo, os aneurismas da fusiformes da circulação posterior são entidades raras associadas a alto risco de progressão e morbidade. A evolução clínica depende principalmente da presença de sintomas de compressão do tronco encefálico, sendo a intervenção cirúrgica ou endovascular o último recurso para pacientes com progressão sintomática.

Assista ao vídeo sobre aneurisma cerebral

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação profissional. Em caso de dúvida sobre sua saúde, procure atendimento.

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